Pesquisa desenvolvida pela Goiasindustrial é destaque em seminário no Acre
Sex, 27 de Agosto de 2010 12:09

A pesquisa “Disposição de Efluente de Estação de Tratamento de Esgoto Industrial em Solo Vegetado com Bambu”, desenvolvida pela Goiasindustrial em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Goiás (Semarh), Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Caldas Novas, Embambu Agroindústria e Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Senador Canedo,  é um dos temas do “II Seminário da Rede Brasileira do Bambu-RBB: consolidação e perspectivas”, que teve início dia 25 de agosto e encerrará amanhã (28), na cidade de Rio Branco, no Acre.

Estudo desenvolvido por pesquisadores de Goiás demonstra a eficiência do bambu no tratamento de efluentes industriais e domésticos, além da proteção dos corpos hídricos. O tratamento de esgoto por meio de plantas é feito em várias partes do País e do mundo. Nestes sistemas, os efluentes são purificados pelo sistema de raiz de várias espécies vegetais. Com o bambu, abre-se mais uma possibilidade, o aproveitamento do material para a produção de bens de alto valor agregado e geração de emprego e renda.

O bambu exerce papel fundamental para a preservação do meio ambiente. A idéia da pesquisa é analisar o comportamento do bambu na disposição final do esgoto já tratado em estações de tratamento de esgoto (ETE). Este líquido volta aos mananciais e deve cumprir exigências de qualidade.

O engenheiro agrônomo Roberto Magno, da Embambu, uma das instituições que realizam a pesquisa, explica que a plantação de bambu gera uma cobertura de raízes sobre o solo, que acaba desempenhando o papel de “peneira biológica”. O conjunto solo e raízes é o responsável pela purificação dos efluentes. “Os resultados preliminares da pesquisa atendem à Resolução 357 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente).

Para o tratamento de efluentes, o Ministério da Saúde recomenda o uso de fossa ou tanque séptico, onde fica depositada a parte sólida do esgoto – que corresponde a menos de 10% do total – e de um sumidouro, geralmente o solo. Com a introdução de raízes, a eficácia deste sumidouro é maior. A parte líquida vai para o bambuzal e a sólida fica no tanque séptico.

Fonte: Agronotícias

 
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